Opções/Alternativas às Transfusões

Elas existem! São seguras, eficazes e salvam vidas. Poderá ser a única opção para tratar anemia e salvar uma vida.

Medicina Moderna Não Transfusional

Depois de dois séculos de transfusões de sangue, a medicina moderna encontra-se com o desafio de restringir cada vez mais a prática médica transfusional.

Recomendações da OMS

Hospitais em todo mundo buscam instituir protocolos e/ou estratégias para se racionar o consumo de sangue seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde.

Bem vindo ao Bloodless

O bloodless.com.br foi criado para o profissional de saúde, para a população em geral, enfim, para o MUNDO, para mostrar as principais opções e/ou estratégias de tratamento para reduzir ou mesmo evitar uma transfusão de sangue alogênico.

Mediante a utilização de uma ou múltiplas opções terapêuticas é possível diminuir o número de doentes transfundidos e a quantidade de sangue e seus componentes administrados a cada doente.

Os benefícios não estão restritos à esfera econômica, mas também à incidência e à gravidade das complicações, em particular a mortalidade, relacionadas às hemotransfusões alogênicas. 

BLOODLESS é MENOS SANGUE. MENOS SANGUE é PBM.

O termo Patient Blood Management (PBM), refere-se a um programa que consiste em gerenciar e conservar o sangue do próprio paciente por meio de múltiplas estratégias clínicas e cirúrgicas. O paciente torna-se o foco do tratamento. Uma equipe multidisciplinar, com abordagem multiprofissional em três pilares fundamentais: Pilar I – diagnóstico e tratamento precoce de anemia e/ou plaquetopenia; Pilar II – minimizar ao máximo a perda de sangue; Pilar III – otimizar a tolerância fisiológica do paciente a anemia. Desde 2010 a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda este programa PBM como estratégia para redução do número de unidades (bolsas) de sangue alogênico (doado) transfundidas no mundo (World Health Organisation Web site http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA63/A63_R12-en.pdf.

O sangue é o órgão mais TRANSPLANTADO no mundo, com cerca de 14 milhões de unidades de concentrados de hemácias transfundidas a cada ano, o que representa um custo aproximado de US$ 3 bilhões (média de US$ 225 por unidade de concentrado).  Web site https://www.aabb.org/research/hemovigilance/bloodsurvey/Documents/11-nbcus-report.pdf.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde existem mais de dois bilhões de pessoas anêmicas no mundo e que cerca de 50% de toda a anemia pode ser atribuída à deficiência de ferro. Web site http://www.who.int/nutrition/publications/micronutrients/WHOandUNICEF_statement_anaemia/en/. Sabe-se que aproximadamente 30% dos pacientes apresentam anemia no momento da cirurgia. Diagnosticar e tratar esta condição no pré-operatório é o princípio fundamental do programa PBM.

Trata-se de algo SIMPLES, FÁCIL e EFICAZ. Na maioria das vezes, mediante um tratamento simples com sulfato ferroso, ácido fólico e/ou vitamina B12 resolve-se o problema da anemia dentro de 15-30 dias. Vide Tratamento da Anemia em MEDICINA BLOODLESS. Segundo estudo publicado na revista Transfusion (2011), o diagnóstico e o tratamento apropriados da anemia no período pré-operatório reduzem a incidência de transfusão em 62%.

A anemia deveria ser contraindicação absoluta ao procedimento cirúrgico eletivo, devido ao risco moderado de transfusão no intraoperatório, que é a causa de maior morbidade e mortalidade no pós-operatório. Vide EVIDÊNCIA CIENTÍFICA

Os malefícios da terapia transfusional já é de conhecimento de toda a classe médica. Alguns já aderiram a esta medicina moderna e evitam expor seu paciente ao sangue alogênico, outros não se importam e ainda realizam transfusão apenas por um número “mágico” no exame laboratorial.  

Portanto, estabelecer um programa PBM seria uma necessidade fundamental para qualquer hospital do mundo. Os benefícios não se restringe ao paciente, mas também ao próprio hospital por reduzir custos. Várias pesquisas demonstram que pacientes não transfundidos ficam em média 25% menos tempo internados no hospital em relação aos que recebem transfusão de sangue alogênico (doado). Já está cientificamente demonstrado que a implantação de um programa de estratégia transfusional em cirurgia cardíaca reduz em 47% a taxa de morte e em 50% os custos hospitalares pós-cirúrgicos ( LaPar, Crosby et al, 2013).

Para finalizar podemos dizer que diagnosticar e tratar anemia pode significar “Um pequeno passo para o médico, mas um grande avanço para a medicina”.

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“O bom médico trata a doença;
O grande médico trata o paciente que tem a doença”.

— William Osler  (Canadian physician, 1849-1919)

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